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Após uma alameda de ipês, chega-se à sede da
Fazenda Nova. Construída nos idos de 1830, tem
este nome porque a sede antiga (Fazenda da
Alegria) pegou fogo, e então foi feita uma nova
a alguns quilômetros. Da sede antiga ficou
apenas um desenho de Taunay que faz parte do
brasão da cidade de Mococa.

Foto
área de parte da fazenda
As histórias da Fazenda e da cidade de Mococa
estão interligadas, porque a cidade se
desenvolveu com terras doadas pela Fazenda para
a construção da primeira Igreja.
A Fazenda Nova permanece na mesma família e está
hoje com a sétima geração. Originalmente foi
aberta para a criação de gado de corte, porcos e
mulas para abastecer as minas. Plantava-se
milho, mandioca, arroz e feijão. Hoje as
pastagens deram lugar a piquetes de cavalos e
bosques de eucalipto rodeados por mata nativa. O
local de engorda dos porcos tornou-se um viveiro
de plantas. A lavoura para subsistência ainda é
mantida, com plantação de arroz, feijão, milho,
verduras, legumes e frutas
A sede de pau-a-pique foi construída
originalmente no estilo mineiro tipo caixote.
Com a imigração italiana, foram acrescentados
uma varanda e arcos. Nas reformas que foram
sendo feitas ao longo dos anos foram
acrescentados banheiros, a senzala foi dividida
e deu origem a amplos apartamentos para
hóspedes. O gigantesco quarto de passar roupa
virou sala de TV. O quarto de armazenar sal -
muito caro e raro, por isso era guardado dentro
de casa - virou biblioteca. A cozinha de fora,
onde matavam porcos e faziam os doces de tacho,
com sua fornalha, forno de pão, fogão de lenha,
e hoje também lareira, virou sala de refeições e
ponto de encontro.
O telhadão esparramado, as 24 janelas pintadas
de azul, as paredes brancas e o terraço cheio de
plantas aberto aos amigos é bastante convidativo
para conversas ao cair da tarde. Os jardins com
árvores enormes abrigam sabiás, rolinhas,
pombos, maritacas, tuins e tucanos.
Aqui os hóspedes se sentem como na casa dos
avós...
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